sábado, 13 de fevereiro de 2010

A paz perfeita...

Li esse texto no blog do meu cunhado e adorei...

Havia um rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar numa pintura a paz perfeita.
Foram muitos os artistas que tentaram.
O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve que escolher entre ambas.
A primeira era um lago muito tranqüilo.
Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam umas plácidas montanhas que o rodeavam.
Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com tênue nuvens brancas.
Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a paz perfeita.
A segunda pintura também tinha montanhas.
Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação.
Sobre elas havia um céu tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões.
Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água.
Tudo isto se revelava nada pacífico.
Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha.
Neste arbusto encontrava-se um ninho.
Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho.
Paz perfeita.
Qual pensas que foi a pintura ganhadora?
O rei escolheu a segunda.
Sabes por quê?
"Porque", explicou o rei: "paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor."
"Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos no nosso coração."
"Este é o verdadeiro significado da paz"

(Autor desconhecido).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Canção do dia de sempre - Mário Quintana...






















Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Renato Russo...

Mergulhado, nos últimos meses, na obra do Renato, maravilhosamente bem acompanhado de Leila Pinheiro, ouvindo, tocando, fazendo arranjos, gravando, me emocionando muito com sua obra e vida, com o talento, musicalidade e inteligência dele e dela, hoje, um domingo de sol no Rio de Janeiro, passei o dia ouvindo e lendo sobre o Renato.
Bem, trabalhar com a Leila, uma artista reconhecidamente refinada, sensível e especial, além de um privilégio, merece um post também especial.
Estar com ela, desfrutar da sua musicalidade, companhia e amizade, já seria algo pra lá de especial, imagina trabalhar com ela em um projeto sobre a obra do Renato.
Já estou eu, aqui, escrevendo sobre ela...
Mas é impressionante: trabalhar com a Leila, me faz crescer como músico e como pessoa, todo dia, um pouquinho mais.
De volta ao começo, lendo sobre o Renato, emocionado e tocado, resolvi postar um pouco sobre ele aqui no blog.
Bjos...
Cláudio Faria


PS: Li uma reportagem da Isto é Gente, Renato Russo - Do inferno ao céu, do dia 11 de março de 2010, que vale um click.























Renato Manfredini Júnior (Rio de Janeiro, 27 de março de 1960 — Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1996), mais conhecido como Renato Russo, foi um cantor, compositor e músico brasileiro, membro da banda Legião Urbana e do Aborto Elétrico.
É considerado um dos mais importantes compositores do rock brasileiro.
Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico (1978), a qual durou quatro anos e terminou devido às constantes brigas que havia entre ele e o baterista Fê Lemos.
Renato herdou desta banda uma forte influência punk que influenciou toda a sua carreira.
Nessa mesma época, aos 18 anos, assumiu para sua mãe que era homossexual; em 1988, assumiu publicamente.
Em 1982, integrou a banda Legião Urbana.
Nesta nova banda desenvolveu um estilo mais próximo ao pop e ao rock do que ao punk. Russo permaneceu na Legião Urbana até sua morte, em 11 de outubro de 1996.
Gravou ainda três discos solo e cantou ao lado de Herbert Vianna, Adriana Calcanhoto, Cássia Eller, Paulo Ricardo, Erasmo Carlos, Leila Pinheiro, Biquini Cavadão e 14 Bis.

Até os seis anos de idade, Renato sempre viveu no Rio de Janeiro junto com sua família.
Começou a estudar cedo no Colégio Olavo Bilac, na Ilha do Governador.
Nessa época teria escrito uma bela redação chamada "Casa velha, em ruínas…", que nunca foi divulgada na integra.
Em 1967, mudou-se com sua família para Nova Iorque pois seu pai, funcionário do Banco do Brasil, fora transferido para agência do banco em Nova York, mais especificamente para Forest Hills, no distrito do Queens, onde foi introduzido à língua e cultura norte-americana.
Aos nove anos, em 1969, Renato e sua família voltam para o Brasil, indo morar na casa de seu tio Sávio numa casa na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.
Em 1973 a família trocou o Rio de Janeiro por Brasília, passando a morar na Asa Sul. Em 1975, aos quinze anos, Renato começou a atravessar uma das fases mais difíceis e curiosas de sua vida quando fora diagnosticado como portador da epifisiólise, uma doença óssea.
Ao saber do resultado, os médicos submeteram-no a uma cirurgia para implantação de três pinos de platina na bacia.
Renato sofreu duramente a enfermidade, tendo que ficar seis meses na cama, quase sem movimentos.

Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico, ao lado dos irmãos Felipe Lemos (Fê) (bateria) e Flávio Lemos (baixo elétrico) e do sul-africano André Pretorius (guitarra).
O grupo durou quatro anos, de 1978 a 1982, terminando por brigas entre Fê e Renato. O Aborto Elétrico foi a semente que deu origem à Legião Urbana e ao Capital Inicial, formado por Fê e Flávio, junto ao guitarrista Loro Jones e ao vocalista Dinho Ouro-Preto.
Após o fim do Aborto Elétrico, Renato começa a compor e se apresentar sozinho, tornando-se o Trovador Solitário.
A fase solo durou poucos meses, até que o cantor se juntou a Marcelo Bonfá (baterista do grupo "Dado e o Reino Animal"), Eduardo Paraná (guitarrista, conhecido como Kadu Lambach) e Paulo Guimarães (tecladista, conhecido como Paulo Paulista), formando a Legião Urbana, tendo Renato como vocalista e baixista.
Após os primeiros shows, Eduardo Paraná e Paulo Paulista saem da Legião.
A vaga de guitarrista é assumida por Ico-Ouro Preto, irmão de Dinho Ouro-Preto, que fica até o início de 1983.
Seu lugar é assumido definitivamente por Dado Villa-Lobos (que criou a banda "Dado e o Reino Animal" com Marcelo Bonfá, Dinho Ouro Preto, Loro Jones e o tecladista Pedro Thompson).
A entrada de Dado consagrou a formação clássica da banda.
À frente da Legião, que contou com o baixista Renato Rocha entre 1984 e 1989, Renato Russo atingiu o auge de sua carreira como músico, sendo reconhecido como um dos maiores poetas do rock brasileiro, criando uma relação com os fãs que chegava a ser messiânica (alguns adoravam o cantor como se fosse um deus).
Os mesmos fãs chegavam a fazer um trocadilho com o nome da banda: Religião Urbana/Legião Urbana.
Renato desconsiderava este trocadilho e sempre negou ser messiânico.

Renato Russo morreu, pesando apenas 45 quilos, em consequência de complicações causadas pela Aids (era soropositivo desde 1989), mas jamais revelou publicamente sua doença.
Seu corpo foi cremado e suas cinzas lançadas sobre o jardim do sítio de Roberto Burle Marx.
No dia 22 de outubro de 1996, onze dias após a morte do cantor, Dado e Bonfá, ao lado do empresário Rafael Borges, anunciaram o fim das atividades do grupo.
Estima-se que a banda tenha vendido cerca de 20 milhões de discos no país durante a vida de Russo.
Mais de uma década após sua morte, a banda ainda apresenta vendagens expressivas de seus discos.

Durante sua carreira teve quatro livros publicados e, após sua morte, outros quatro livros foram lançados sobre ele, sendo um deles "Conversações com Renato Russo", que contém trechos de entrevistas mostrando o seu ponto de vista sobre o rock, a bissexualidade (incluindo a sua própria), o mundo, as drogas e a política.
Do ponto de vista da análise técnica, isto é, da crítica literária (acadêmica), foi lançado o livro: "Depois do Fim - vida, amor e morte nas canções da Legião Urbana", de Angélica Castilho e Erica Schlude (ambas da UERJ).
Vale ser citado como bibliografia referencial os livros "O Trovador Solitário" e "BRock - O rock brasileiro nos anos oitenta", ambos de Arthur Dapieve.

Em junho de 2009, é lançada a biografia "Renato Russo: O filho da Revolução", do jornalista Carlos Marcelo Carvalho.
A obra é contextualizada desde o período de infância de Renato, passando pela sua juventude - com acontecimentos políticos históricos da época forte de opressão da Ditadura Militar como pano de fundo - e culminando com o seu amadurecimento como homem, poeta, artista e músico.






















O livro, que teve apuração acuradíssima, traz muitas informações inéditas e interessantes sobre Renato Russo, líder da Legião Urbana e maior ídolo do rock brasileiro. A vivência do músico na capital controlada pelos militares é pela primeira vez reconstituída em detalhes. Letras inéditas e documentos descobertos pelo autor revelam aspectos pouco conhecidos da trajetória do artista: paixões, angústias, sonhos e confissões. A obra conta com mais de cem entrevistas, incluindo depoimentos de Dado Villa-Lobos, Dinho Ouro-Preto, Herbert Vianna, Millôr Fernandes, Ney Matogrosso, Tony Bellotto e vários amigos anônimos. Um retrato do artista multifacetado que foi Renato Russo.

Fonte: Internet.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Vem Ver o Sol - Cláudio Faria ...

Não deixe que amanheça
Antes que eu adormeça
Não deixe que eu me esqueça
O Sol já vem
Não brinque de ir embora
Antes que eu me aqueça
Não deixe pra última hora
Antes que eu perceba

Que o Sol já vem
Vem ver o Sol, vem

Não ligue pro tempo
Nem finja que é segredo
Só importa que eu mereça
E o Sol já vem
Eu já vi esse filme
Nosso beijo acontece
Não importa se é miragem ou real, ele aparece

0 Sol já vem
Vem ver o Sol, vem

Da varanda vi o Sol chegar
Da janela vi você passar
No silêncio escutei meu coração
Pedi pra você voltar

O Sol já vem
Vem ver o Sol, vem

Essa canção foi gravada por mim no meu CD "O som do sol" e pelo Beto Guedes no CD "Em Algum Lugar".
Postei a letra aqui, atendendo a pedidos.
Se quiser ouvir a canção, escutar o restante do CD ou adquirir o seu, visite:

www.claudiofaria.com.br

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Ruas de Outono -Ana Carolina/ Antonio Villeroy...

Nas ruas de outono
Os meus passos vão ficar
E todo abandono que eu sentia vai passar
As folhas pelo chão
Que um dia o vento vai levar
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar
Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto
Daria pra escrever um livro
Se eu fosse contar
Tudo que passei antes de te encontrar
Pego sua mão e peço pra me escutar
Seu olhar me diz que você quer me acompanhar
Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto...


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Gravando com Leila Pinheiro...

Faça do bom senso a nova ordem! (Renato Russo)

Um dia especial de gravação do novo cd da Leila.
Eu, Leila, Maricota, Dado Villa-Lobos, Toni Platão e Marcinho...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Dois caminhos - Cláudio Faria...

Fim de tarde no arpoador
Ver o amor surfar além da dor
A saudade se deitar atrás do mar
Seu olhar iluminar o céu

Em silêncio uma estrela cai
Um pedido de amor e paz
Um espelho de águas claras, seu olhar
Refletindo todo amor em nós

No milagre do desejo
Ver a força de um beijo seu
Me levar além do espaço
Paralisa todo medo
Pra viver nosso destino
Muito mais que dois caminhos
Um só caminho que nos une