A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.
Se parece ingênuo que eu acredite nas pessoas, que me chamem de tola. Se parece impossível que eu queira ir onde ninguém conseguiu chegar, que me chamem de pretensiosa. Se parece precipitado que eu me apaixone no primeiro momento, que me chamem de inconsequente.
Se parece imprudente que eu me arrisque num desafio, que me chamem de imatura. Se parece inaceitável que eu mude de opinião, que me chamem de incoerente. Se parece ousado que eu queira o prazer todos os dias, que me chamem de abusada.
Se parece insano que eu continue sonhando, que me chamem de louca. Só não me chamem de medrosa ou de injusta. porque eu vou à luta com muita garra e muita vontade de acertar. E foi lutando que eu perdi o medo de ser ridícula. de ser enganada. de ser mal entendida. Perdi, na verdade, o medo de ser feliz.
Não me incomoda se as pessoas me veem de forma equivocada. O importante mesmo é como eu me vejo... Sem cobrança. sem culpa. sem arrependimento. A gente perde muito tempo tentando agradar aos outros. tentando ser o que esperam de nós. Eu sou o que sou e não peço desculpas por isso.
No meu caminho até aqui, posso não ter agradado a todo mundo, mas tomei muito cuidado para não pisar em ninguém. Sendo assim, me chame do que quiser, eu não ligo... Porque eu só atendo mesmo quando chamam pelo meu nome, que eu tenho o maior orgulho de carregar.
Engraçado eu escrever sobre cinema, afinal não posso me considerar um cinéfilo, nem tão pouco um crítico de arte, mas mesmo assim, vamos em frente. Tenho descoberto, eu, mineiro morando no Rio, que para a minha sorte, aqui, mesmo em um fim de semana com “variadas baladas no cardápio”, a melhor opção sempre é dar uma passadinha antes no Teatro ou “pegar um cineminha”. E tem mais... Aqui no rio, em um “programinha inocente”, como ir ao cinema numa terça- feira à noite, você pode sair se perguntando: onde eu estava que não sabia da pré-estreia do novo filme da Marília Pêra? A atriz está no elenco de “Embarque imediato”, que ainda tem no elenco nomes como José Wilker e Jonathan Haagensen e ontem, eu literalmente dei de cara com ela. Logo na entrada, encontrei meu amigo M, também de BH, que me convidou para a pré-estréia, mas como eu já tinha comprado os ingressos e esperava o B para ver “Julie & Julia”, agradeci e fui comprar pipocas...
De Marília Pêra à Meryl Streep
Meryl Streep, hoje a melhor atriz ainda em atividade em Hollywood, recordista de indicações ao Oscar, conhecida por seu pragmatismo e técnica impecável, com o total controle da técnica dramática e com a invejável capacidade de imersão completa em suas personagens, ontem, mais uma vez, conseguiu me comover. Eu, um fã incondicional de ''A Casa dos Espíritos'' com Jeremy Irons, Vanessa Redgrave, Glenn Close, Wynona Rider e Antonio Banderas e ''As Pontes de Madison'', ao lado de Clint Eastwood, fui surpreendido por “Julie & Julia”, um adorável filme, com um belo enredo, que mescla com sutileza momentos doces e cômicos, com Meryl recriando Julia Child, uma americana vivendo na França, altíssima, elegante, doce, engraçada, movida pela determinação e o amor à culinária, com fidelidade e maestria.
O filme
Após uma tentativa mal-sucedida de escrever um romance, insatisfeita com o emprego de secretária de repartição pública e ter se mudado para uma casa em cima de uma pizzaria, no Queens, em Nova York, Julie (Amy Adams) se sente frustrada e incapaz de dar rumo diferente a sua vida. A Saída veio de improvável lugar: o velho livro de receitas guardado na cozinha da casa de sua mãe. Ao experimentar a primeira receita de “Mastering the Art of French Cooking”, ela decide fazer as 524 receitas contidas no clássico de Julia Child (uma das mais importantes apresentadoras de programas de culinária na TV norte-americana), em apenas um ano e comentará tudo em seu blog. "Julie & Julia" intercala a vida dessas duas mulheres que, apesar de separadas pelo tempo, descobrem na paixão pela culinária, um caminho novo para as suas vidas. O Blog “The Julie/Julia Project”, com a mensagem: “Nobody here but us servantless American cooks” (ninguém aqui, a não ser nós, cozinheiras americanas sem empregadas), que era também a proposta de Julia: ensinar às donas de casa dos Estados Unidos os encantos da culinária francesa –e como executá-la, virou livro e um filme adorável e apesar da sugerida ligação, ambas nunca se conheceram. Em 2004, após a morte de Julia, que morreu aos 90 anos enquanto dormia, Julie retomou o blog, para mais uma vez homenagear o ícone da culinária. Fui, assisti, adorei e recomendo...
Próxima parada
“Embarque imediato” com a Marília Pêra, em algum cinema do Rio de Janeiro...
O filme CHICO XAVIER, sobre a vida do maior médium espírita do século XX, está sendo produzido pela Globo Filmes e a Sony Pictures. O filme está orçado em 7 MILHÕES DE REAIS, um dos filmes mais caros já produzidos no Brasil. O ator Nelson Xavier (67 anos), vai interpretar o líder espiritual no cinema, com direção de Daniel Filho.
1- Como surgiu o convite para fazer Chico Xavier no cinema?
Nelson Xavier: Essa história começou há cinco anos. O Marcel Souto Maior, que escreveu "As Vidas de Chico", me mandou o livro e um bilhete dizendo que gostaria que eu interpretasse o Chico. Li o livro e fiquei estarrecido com o poder de Chico e liguei para o Daniel, que é uma pessoa com quem não tenho relação regular, e disse: - Sei que você vai dirigir Chico Xavier e quero fazer. Se você achar que estou muito velho, eu até faço uma plástica. Segui minha vida até que um dia ele me ligou e disse: "A resposta é sim". Quando caí em mim, tive uma crise de choro.
2- E como se preparou para o personagem?
NX: Em março fomos para Uberaba, em Minas Gerais, na casa onde Chico morou e para Pedro Leopoldo (cidade onde Chico nasceu). Lá tem recortes lindos… Delirei, queria morar lá. É um lugar de paz. Todos os lugares que ele frequentou são carregados de uma energia arrebatadora. Nessas visitas tive notícias de muitos colegas que visitavam o Chico.
3- Qual foi a reação das pessoas quando descobriram que você viveria Chico Xavier?
NX: Tanto as pessoas de Uberaba, quanto o Daniel acham que, por eu não ser comprometido com o espiritismo, vejo com mais amplitude. É um olhar de quem é de fora. O filme vai ser um sucesso não só no Brasil quanto internacionalmente.
Recebi um email da minha mãe que ano que vem faz 80 anos de vida.
Ele veio com um arquivo lindo, em formato pps, que se chama Ar, fogo, água e terra, em anexo e que infelizmente não consigo postar aqui, mas sugiro que procurem...
Não se completou quatro meses que ela sofreu a perda de um marido que ela amou por toda uma vida.
Sim, eu perdi meu pai, mas talvez tenha sido somente a ratificação de uma perda antiga, já que há muitos anos meu pai “adoeceu” e se impôs um isolamento voluntário se afastando inclusive do convívio da família.
Confesso que me vi realmente sem chão e diante de tantas mudanças, eu que me mudara para o Rio de Janeiro, me fortaleci na certeza que tudo aconteçe como um “convite divino” ao crescimento.
Tive muitos medos e entre eles o medo que minha mãe não iria se recuperar de uma dor tão profunda que podia ser constatada em seus olhos sempre úmidos.
Lindos olhos verdes que eu recebi de presente ao nascer.
Confesso também, que cheguei a BH, para uma semana de alguns compromissos profissionais e para descansar um pouco e recarregar as baterias da alma e do coração.
Sim, a “Aldeia Iluminada”, como diria minha amiga R, foi onde nasci e onde cultivei amores verdadeiros, amigos maravilhosos e fiéis e onde mora minha família.
Cheguei um pouco receoso pelo que iria encontrar, mas estou sendo surpreendido a cada momento.
Minha mãe está muito bem e feliz com o seu trabalho (ela é Artista Plástica), com a sua casa que está muito linda, com um Jardim muito bem cuidado e uma horta de encher os olhos e o prato com a comida mais saborosa, saudável e mais comemorada por mim nos últimos tempos, com sua família e com a certeza que viver vale realmente à pena.
Imaginem que uma “senhorinha” tão linda e serena, amorosa e delicada, encontrou no meio de tanta dor, um tempo para se atualizar, aprender sobre computadores, ter um email e ainda ter a sensibilidade de mandar para os filhos esse “lembrete”, que chega em tão boa hora e cheio de amor.
Ela que sempre amou viver, renasce a cada dia, com a certeza de que o tempo não para e que a vida não interrompe seus ciclos ou pula gestações, rodeada de sua familia, dos lindos netos, presentes do meu irmão J e sua mulher K e dos filhos, dos filhos e netos que moram pelo Brasil, frutos de um amor verdadeiro e que deu certo entre ela e nosso saudoso pai.
Realmente agradecido ao meu pai e a ela, pela vida, ensinamentos e amor, recebi esse email com especial alegria e com o gesto em si e com a mensagem, ratifico também, a certeza de que viver só vale se for como o Sabino sabiamente escreveu em seu romance “O Encontro Marcado”:
Fazer da interrupção um caminho novo.
Fazer da queda um passo de dança; do medo, uma escada; do sonho, uma ponte; da procura, um encontro..."
No dia 16 de novembro, a artista plástica Juçara Costta inaugurou a exposição “Fragmentos” onde exibe até janeiro seus novos trabalhos, na Contemplo Galeria de Arte. O horário para visitação é das 9 às 17h30, de segunda a sexta-feira.
Uma das mais prestigiadas e reconhecidas artistas plásticas contemporânea de Minas, Juçara Costta já realizou diversas exposições coletivas ou individuais, nas mais importantes galerias do Brasil e seus trabalhos estão em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. Também já expos nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Itália e Portugal.
Galeria Contempla convida para encontros e bate papo com a artista nos dias:
19 de novembro – quinta feira – de 16 às 20hs 20 de novembro – sexta feira – de 16 às 20hs 21 de novembro - Sábado – de 09 às 14hs
Dia 26 de novembro – quinta feira – de 16 às 20hs Dia 27 de novembro – sexta feira – de 16 às 20hs Dia 28 de novembro – sábado – de 09 às 14hs
Dia 2 de dezembro – quarta feira – de 16 às 20hs Dia 3 de dezembro – quinta feira – de 16 às 20hs
Dia 10 de dezembro – quarta feira – de 16 às 20hs Dia 11 de dezembro – quinta feira – de 16 às 20hs Dia 12 de dezembro – sábado – de 09 às 14hs
Dia 17 de setembro – quinta feira – de 16 às 20hs Dia 18 de dezembro – sexta feira – de 16 às 20hs Dia 19 de dezembro – sábado – de 09 às 14hs
Rua Barão de Macaúbas, 261 Santo Antônio – Belo Horizonte
"O som do sol" é o nome do meu novo CD que está saindo pelo selo Trilhos.arte/Som Livre... www.myspace.com/claudiofaria ... e o blog nasceu da vontade de interagir com todos os amigos atravéz da música e das palavras.
"Vem ouvir No silêncio o som do sol Pra você O som da cor do ouro O som do nosso amor..."