terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Madrugando com a Família Von Trapp...

Depois de literalmente trocar a noite pelo dia, pelo simples fato de viajar de ônibus de são Paulo para o Rio, sem dormir, depois de um show, lindo por sinal, me fez ter um dia arrastado, dormir fora de hora e acordar as cinco da manhã do dia seguinte.
O que fazer diante disso?
Nessas horas, eu gostaria de ter um cachorro, desses grandes, de filme, para passear pela praia.
Atualmente, moro quase à beira da praia, porém, ainda me falta o cachorro.
Na esperança do sono voltar, fiz um chocolate quente, liguei a tv e fiquei zapeando.
A remota chance de voltar a dormir se foi definitivamente ao ver Julie Andrews e todo o elenco de um dos meus “Cult movies”, comemorando os 45 anos da Noviça rebelde, no programa da Oprah.
Oprah Winfrey realizou, para o meu deleite, a façanha de reunir, pela primeira vez, Christopher Plummer, que, ao longo dos anos, se recusou a falar sobre o filme, com o elenco de atores que interpretaram os membros da família Von Trapp.
Famoso na época por seus trabalhos mais dramáticos, tanto no cinema quanto no teatro, Plummer foi um dos críticos do filme e nunca participou de encontros do elenco.
Mesmo não sendo um fã do filme, nas últimas decadas, ele passou a reconhecer o seu valor e no programa, mais relaxado, brincou com todos, contou casos e lembrou momentos engraçados, rindo muito quando Charmian, que interpretou a Liesl, contou que na época tinha 21 anos, e não 16 e que aprendeu a beber com o ator.
Justamente por ter 21 anos, durante as filmagens, ela ficou no mesmo hotel de Plummer.
Ela admitiu que era apaixonada por ele.
Muito bom!
Das crianças, o rostinho que se manteve mais vivo na minha memória era o da Angela Cartwright, que fez a Brigitta.
Por dois motivos.
Sempre a achei parecida com a minha irmã Lucinha e posso provar isso com várias fotos.
Claro que ela morre de rir.
Mas quem se lembra de “Perdidos no espaço”?
Eu adorava assistir as aventuras da família Robinson, a bordo da Júpiter 2, com o Robô e o hilário Dr. Smith.
Pois é, Angela Cartwright era a Penny Robinson.
Eu era novinho, mas não perdia um episódio.
De novo, muito bom!
Voltando à Noviça rebelde e ao programa da Oprah, foi emocionante ver um vídeo dos anos 70, no qual Julie e a verdadeira Maria Von Trapp cantam “Edelweiss”.
A verdadeira Maria brinca ainda, que o ator Christopher Plummer era muito mais bonito que o seu marido.
Para encerrar a entrevista, os bisnetos da verdadeira Maria cantam “Edelweiss”.
Eu realmente gosto do filme.
A história é simples e até ingênua, mas real e me emociona profundamente.
A trilha sonora, que ganhou o Grammy de melhor álbum naquele ano, com incríveis canções e inesquecíveis interpretações, fato, ajudaram a tornar o filme um clássico.
Todas as vezes que eu vejo o filme, fico feliz e é só isso.
Mas escrevendo esse texto, não consigo parar de pensar em uma cena que eu adoro…
Ao perceber que está perdendo o “bom partido”, Capitão Von Trappe, que ficou encantado com a noviça Maria, sua música e seus filhos cantores, no maior estilo “Maria de Fátima”, a Baronesa Schraeder, numa das últimas tentativas de se dar bem, comenta: deviam ter me avisado que o final de semana iria ser tão musical… eu teria trazido minha harmônica…