quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Receita de ano novo - Carlos Drummond de Andrade...

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Fonte: Internet.

domingo, 27 de dezembro de 2009

O que a gente é...

Trecho extraído de um email que eu recebi da minha amiga Karla no dia 25/12/2009.

O outro não está pedindo que você faça, simplesmente pede que você “seja”.
Uma coisa é tirar a blusa e dar a quem tem frio, outra coisa é tirar a máscara e dar quem a gente é.
Às vezes, o mais difícil da vida não é dar o que a gente tem e sim dar o que a gente é.
Não passa pela matéria, nem pelo que conseguimos enxergar e tocar, passa pelo que somos.
Estar junto é a oportunidade de ser para o outro a nossa melhor parte, dar a nossa melhor parte e receber o melhor...

Karla Alcântara

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Mais ou menos - Chico Xavier...
















A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.

A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...

TUDO BEM!

O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

Chico Xavier

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Me chame do que quiser...

Li esse texto no blog da minha irmã L, http://www.luciajardimdasletras.blogspot.com/ e adorei...

Se parece ingênuo que eu acredite nas pessoas, que me chamem de tola.
Se parece impossível que eu queira ir onde ninguém conseguiu chegar, que me chamem de pretensiosa.
Se parece precipitado que eu me apaixone no primeiro momento, que me chamem de inconsequente.

Se parece imprudente que eu me arrisque num desafio, que me chamem de imatura.
Se parece inaceitável que eu mude de opinião, que me chamem de incoerente.
Se parece ousado que eu queira o prazer todos os dias, que me chamem de abusada.

Se parece insano que eu continue sonhando, que me chamem de louca.
Só não me chamem de medrosa ou de injusta. porque eu vou à luta com muita garra e muita vontade de acertar.
E foi lutando que eu perdi o medo de ser ridícula. de ser enganada. de ser mal entendida.
Perdi, na verdade, o medo de ser feliz.

Não me incomoda se as pessoas me veem de forma equivocada.
O importante mesmo é como eu me vejo...
Sem cobrança. sem culpa. sem arrependimento.
A gente perde muito tempo tentando agradar aos outros. tentando ser o que esperam de nós.
Eu sou o que sou e não peço desculpas por isso.

No meu caminho até aqui, posso não ter agradado a todo mundo, mas tomei muito cuidado para não pisar em ninguém.
Sendo assim, me chame do que quiser, eu não ligo...
Porque eu só atendo mesmo quando chamam pelo meu nome, que eu tenho o maior orgulho de carregar.

Texto: Lena Gino

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Uma canção especial para mim....


















Agridoce

(Cláudio Faria/Rebecca Ferrari)

A mistura agridoce
Da chuva e da lágrima
Que eu chorei por nós dois
Era o céu que chorava comigo
Por ver dois amantes soltarem as mãos

E o caminho ficou sem motivo
Ficou tão vazio
À espera do amor
De tanto sofrer e chorar
Acho mesmo que o céu
Vai voltar a sorrir

E se abrir
Dia claro de sol
Vida nova no ar
A certeza de ser
Mais que ter
Ser bem mais que o querer
Pode ser que o amor
Venha nos surpreender

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

No rio, de Marília Pêra à Meryl Streep...

Engraçado eu escrever sobre cinema, afinal não posso me considerar um cinéfilo, nem tão pouco um crítico de arte, mas mesmo assim, vamos em frente.
Tenho descoberto, eu, mineiro morando no Rio, que para a minha sorte, aqui, mesmo em um fim de semana com “variadas baladas no cardápio”, a melhor opção sempre é dar uma passadinha antes no Teatro ou “pegar um cineminha”.
E tem mais...
Aqui no rio, em um “programinha inocente”, como ir ao cinema numa terça- feira à noite, você pode sair se perguntando: onde eu estava que não sabia da pré-estreia do novo filme da Marília Pêra?
A atriz está no elenco de “Embarque imediato”, que ainda tem no elenco nomes como José Wilker e Jonathan Haagensen e ontem, eu literalmente dei de cara com ela.
Logo na entrada, encontrei meu amigo M, também de BH, que me convidou para a pré-estréia, mas como eu já tinha comprado os ingressos e esperava o B para ver “Julie & Julia”, agradeci e fui comprar pipocas...

De Marília Pêra à Meryl Streep

Meryl Streep, hoje a melhor atriz ainda em atividade em Hollywood, recordista de indicações ao Oscar, conhecida por seu pragmatismo e técnica impecável, com o total controle da técnica dramática e com a invejável capacidade de imersão completa em suas personagens, ontem, mais uma vez, conseguiu me comover.
Eu, um fã incondicional de ''A Casa dos Espíritos'' com Jeremy Irons, Vanessa Redgrave, Glenn Close, Wynona Rider e Antonio Banderas e ''As Pontes de Madison'', ao lado de Clint Eastwood, fui surpreendido por “Julie & Julia”, um adorável filme, com um belo enredo, que mescla com sutileza momentos doces e cômicos, com Meryl recriando Julia Child, uma americana vivendo na França, altíssima, elegante, doce, engraçada, movida pela determinação e o amor à culinária, com fidelidade e maestria.

O filme





















Após uma tentativa mal-sucedida de escrever um romance, insatisfeita com o emprego de secretária de repartição pública e ter se mudado para uma casa em cima de uma pizzaria, no Queens, em Nova York, Julie (Amy Adams) se sente frustrada e incapaz de dar rumo diferente a sua vida.
A Saída veio de improvável lugar: o velho livro de receitas guardado na cozinha da casa de sua mãe.
Ao experimentar a primeira receita de “Mastering the Art of French Cooking”, ela decide fazer as 524 receitas contidas no clássico de Julia Child (uma das mais importantes apresentadoras de programas de culinária na TV norte-americana), em apenas um ano e comentará tudo em seu blog.
"Julie & Julia" intercala a vida dessas duas mulheres que, apesar de separadas pelo tempo, descobrem na paixão pela culinária, um caminho novo para as suas vidas.
O Blog “The Julie/Julia Project”, com a mensagem: “Nobody here but us servantless American cooks” (ninguém aqui, a não ser nós, cozinheiras americanas sem empregadas), que era também a proposta de Julia: ensinar às donas de casa dos Estados Unidos os encantos da culinária francesa –e como executá-la, virou livro e um filme adorável e apesar da sugerida ligação, ambas nunca se conheceram.
Em 2004, após a morte de Julia, que morreu aos 90 anos enquanto dormia, Julie retomou o blog, para mais uma vez homenagear o ícone da culinária.
Fui, assisti, adorei e recomendo...

Próxima parada

“Embarque imediato” com a Marília Pêra, em algum cinema do Rio de Janeiro...